Brasil não precisa de nova ajuda do FMI, avalia diretor
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quinta-feira, 04 de julho de 2002
Agência Folha 
São Paulo O Fundo Monetário Internacional (FMI) estaria pronto para ajudar o Brasil, caso seja necessário, mas este ainda não é o momento. Segundo o diretor-gerente da instituição, o economista alemão Horst Köholer, o País não vive uma crise econômica e não há motivos para um novo acordo de socorro agora.
''Tenho a convicção de que a situação brasileira é administrável, e faremos tudo para mantê-la administrável'', afirmou Köholer, falando a um comitê de parlamentares britânicos, em Londres. ''Não vejo, no momento, a necessidade de determinar um novo pacote de ajuda.'' O ''número 1'' do órgão multilateral de ajuda econômica afirmou ainda que uma prova da disposição do FMI a ajudar o Brasil foi a rápida liberação, no mês passado, dos US$ 10 bilhões que o País tinha direito de sacar dentro do programa de socorro acertado no ano passado.
Köholer disse ainda aos parlamentares que, se o novo presidente brasileiro mantiver as linhas gerais da política econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso, o País não deverá passar por maiores dificuldades.
Mas boa parte dos analistas do mercado financeiro internacional não compartilha de tal opinião. O risco-país brasileiro, acima dos 1.700 pontos, indicaria, para o mercado, uma chance de 40% de o País dar um calote (ou ao menos reestruturar parte da dívida) dentro dos próximos 18 meses.


