Brasil não está imune, diz FMI
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quarta-feira, 24 de abril de 2002
Agência Estado 
Brasília A crise na Argentina pouco afetou a economia brasileira, mas o risco de contágio não está totalmente descartado. Esta é a avaliação do chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Lorenzo Peres. O Brasil não é imune à situação argentina ou à situação mundial, comentou. Por outro lado, observou, há evidências de que a economia (brasileira) está se recuperando e começando a crescer.
Questionado sobre se o crescimento da dívida externa deveria ser um fator de preocupação, o chefe da missão respondeu: não, não é tão grave. Ele disse achar que o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, tem razão quando diz que a dívida externa é grande, mas possível de ser administrada tendo em vista os ingressos de investimentos estrangeiros diretos no Brasil.
Essa avaliação, que não foi feita em detalhes, aparentemente contrasta com a do chefe do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Cláudio Loser, para quem o endividamento externo brasileiro é excessivo e se constitui num fator de fragilidade.


