O governo brasileiro não espera ''milagres '' na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), que começa na semana que vem em Doha, no Catar. Mas já ficaria satisfeito se os países ricos concedessem à entidade um mandato para negociar, daí para a frente, quatro pontos que considera essenciais, segundo informou ontem o ministro da Agricultura, Marcus Pratini de Moraes: redução dos subsídios agrícolas; dos programas internos de apoio às exportações; acesso a mercados; e definição de regras para aplicações da barreiras zoo e fitossanitárias. ''Não esperamos milagres, mas se esse mandato for obtido, já seria um grande avanço'', salientou.
Pratini de Moraes, que embarca segunda-feira que vem para o Catar, para participar da reunião da OMC que acontece entre os dias 9 e 13 próximos, disse que os países que integram o Mercosul, mais os 18 que formam o chamado Grupo de Cairns (maiores exportadores agrícolas mundiais), já fecharam posição sobre a necessidade de que esses quatro pontos sejam discutidos em Doha. ''Se isso não ocorrer, não há o que negociar'', reafirmou.

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