Buenos Aires O secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, amenizou as diferenças com a Argentina na questão da comercialização do açúcar brasileiro. Ele disse que o Brasil não vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a decisão argentina de ter transformado em lei, há duas semanas, a barreira tarifária que protege o açúcar argentino, o que dificulta a entrada do produto brasileiro no país.
Ao lado do vice-chanceler do governo argentino, Martin Redrado, ele negou que o Brasil vá retaliar produtos argentinos, como o trigo, em represália à sobretaxa ao açúcar nacional. A idéia de retaliação foi do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
A 32 dias das eleições presidenciais na Argentina, Samuel Pinheiro Guimarães e Martin Redrado afirmaram que vão continuar estudando uma saída para a questão. Os dois, porém, deixaram claro, cada um à sua maneira, que pensam diferente sobre a comercialização do açúcar.
Segundo Redrado, o governo argentino considera ''exceção'' da lista do Mercosul o programa brasileiro de álcool. ''Não estamos na mesma sintonia. Isto porque o Projeto Pró-Álcool não existe na Argentina. Então, objetivamente, nós estamos em condições diferentes''. Na opinião do embaixador brasileiro, não há subsídio à produção do açúcar brasileiro.

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