Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ontem que o impasse envolvendo a expropriação pela Argentina da petrolífera YPF, administrada pela espanhola Repsol, é ''monitorado'' pelas autoridades brasileiras. Amanhã, o ministro do Planejamento argentino, designado interventor na petroleira, Julio de Vido, estará em Brasília para reuniões com Patriota e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
''É uma decisão soberana argentina'', acrescentou o chanceler brasileiro. ''Acompanharemos de perto os desenvolvimentos dessa história que obviamente nos interessa muito'', completou Patriota.
Anteontem, Lobão disse que não haverá problemas para a Petrobras nos acordos existentes com a Argentina. Segundo ele, os 79 postos de combustíveis da estatal existentes no território argentino vão continuar operando dentro da normalidade. Ele defendeu o direito de o governo argentino de expropriar a empresa espanhola em nome da soberania.
A expectativa é que ainda ontem o Senado argentino aprovasse a proposta enviada pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, sobre a expropriação que passa para ao Estado o controle da empresa. Pelo texto, 51% das ações da petrolífera serão expropriadas - o governo federal ficará com 26,01% e as províncias produtoras com 24,99%.

mockup