Agência Estado
De Londres
O Brasil manteve-se na quarta posição do FDI Confidence Index (Índice de Confiança do Investimento Direto Internacional), levantamento semestral realizado pela empresa de consultoria Atkearney que se tornou um termômetro do grau de interesse dos investidores internacionais em relação a dezenas de países do mundo. ‘‘Essa posição reflete a capacidade do Brasil de restaurar a confiança no exterior após a desavalorização do real’’, disse à Agência Estado Paul Laudicina, vice-presidente da empresa e coordenador da pesquisa, que foi divulgada ontem em Londres.
Mais importante do que a manutenção de sua posição no índice é o fato de o Brasil ter recuperado a posição de destino preferido dos investimentos de companhias norte-americanas. No último levantamento, logo após a desvalorização do real, o Brasil tinha caído para a quinta posição nesse item.
‘‘As empresas americanas, em particular, estão voltando suas atenções para o Brasil como destino de seus investimentos’’, diz o relatório. Já entre as empresas européias, o Brasil ocupa a sexta posição entre os focos de atração de investimentos mais preferidos. Hoje, 22% dos empresários consultados estão mais otimistas em relação às perspectivas da economia brasileira – eram 15% em junho de 1999. Já 12% ainda têm um visão pessimista em relação ao futuro do País, um número bem inferior aos 40% registrados há apenas seis meses.
Para realizar o índice, a empresa entrevistou diretores das mil maiores empresas do mundo, responsáveis por cerca de 70% do investimento global e cujo faturamento somado atinge a marca dos dezesseis trilhões de dólares. As empresas forneceram as suas análises sobre os sessenta países que atraem cerca de 90% dos investimentos internacionais.
Apesar de manter a quarta posição, o Brasil registrou um aumento na sua pontuação, que atingiu a marca de 1.41 – o índice varia de 0 a três. No levantamento anterior, o País registrava 1.12 ponto. A primeira colocação continua sendo ocupada pelos Estados Unidos, com 1.87 ponto. Seguem-se o Reino Unido, China. A Polônia ocupa a quinta posição. Entre os demais países latino-americanos, estão o México (7) e Argentina, que caiu da 13ª posição para a 19ª.
Apesar da melhora de sua imagem junto às empresas mundiais, o Brasil ainda é visto com muita cautela pelos investidores. ‘‘É necessário que o País adote rapidamente uma reforma fiscal para conquistar novamente a posição que ocupava no índice em 1998, quando era o segundo na preferência dos empresários, logo após os Estados Unidos.’’

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