Brasil lidera a captação pelos países emergentes
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O Brasil ocupou em dezembro passado o primeiro lugar em alocações dos fundos de investimentos dedicados não apenas à América Latina, mas aos mercados emergentes em geral. O País deslocou o México para o segundo lugar e ficou à frente de Coréia do Sul e China/Hong Kong. Os ativos nas carteiras para os mercados emergentes globais subiram para US$ 38,1 bilhões em dezembro, de US$ 36,3 bilhões em novembro. Deste total 12,8% estavam alocados no Brasil, enquanto 11,3% eram dedicados ao México e 10,2% à Coréia do Sul. Os dados constam de relatório do Deutsche Bank divulgado ontem.
O banco anota uma mudança significativa nas alocações por países em termos absolutos de novembro para dezembro, que favoreceu o Brasil. De acordo com o relatório, os gerentes de carteiras de mercados emergentes elevaram a exposição para a América Latina de 27% do total de ativos em novembro para 27,5% em dezembro. Entre os 49 fundos dedicados à América Latina pesquisados pelo Deutsche Bank, os ativos subiram para US$ 4,3 bilhões em dezembro, de US$ 4,1 bilhões no mês anterior.
Em termos de dólares, o Brasil atraiu a maior exposição, com seu peso na carteira latino-americana dando um salto de 40,8% em novembro para 44,9% em dezembro. O México ficou em segundo lugar, com seu peso caindo de 42,4% para 38,3%. A exposição ao Chile também foi reduzida de 6,2% para 5,9%, enquanto a Argentina aumentou, ainda que levemente, seu peso pela primeira vez em dez meses, atingindo 3,8% do total de ativos em dezembro, de 3,7% em novembro.


