Brasil já é 6º mercado de filmes fotográficos
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domingo, 05 de abril de 1998
Agência Folha 
Arquivo FolhaClickmaniaBrasileiros consumiram 85 milhões de rolos de filmes em 1997O Brasil passou a sexto lugar no ranking dos países que mais consomem filmes fotográficos. Chegou a essa posição no ano passado após consumir 85 milhões de rolos, segundo a Associação de Fotografia Internacional. Foram quase 10 milhões a mais do que no ano anterior. Apesar de a diferença de consumo ser grande em relação aos outros países, como EUA, com 978 milhões, Japão, com 500 milhões, Alemanha e China, com 200 milhões, os números do ano passado animam as empresas do setor. A Kodak, Fuji, Agfa e a Konica, que está se estabelecendo no País, esperam que o saldo do balanço de 1998 atinja a casa dos 100 milhões de rolos.
Apesar do crescimento, o consumo per capita brasileiro ainda é baixo, em torno de 0,5 rolo de filme por ano. Segundo Carlos Dreher, diretor da revista Phox, o consumo global cresceu pelo aumento de número de consumidores, que ganharam poder aquisitivo, principalmente nas regiões sul e sudeste, cujo consumo per capita chega a ser de dois a três rolos por ano.
Há um forte desequilíbrio regional devido às dimensões geográficas do País. A tarefa das empresas é enfrentar o desafio da distribuição nas regiões do norte e nordeste, o que deverá melhorar o consumo , disse. O crescimento da venda de rolos de filmes envolve diretamente o mercado de equipamentos fotográficos. Cerca de 95% das três milhões de câmeras vendidas no ano passado são compactas, com flash eletrônico, e custam entre R$ 50 e R$ 100.
As pesquisas de mercado mostram que os norte-americanos também preferem as compactas, e mais de 12,6 milhões delas circularam nos EUA em 1997. O sistema APS - sigla em inglês para sistema avançado de fotografia -, com filmes e câmeras apropriados, lançado há quase dois anos, ainda não decolou. No ano passado foram importados 180 mil aparelhos, mas as vendas não chegaram a cem mil.
Nos EUA, uma estimativa indicou que foram vendidas 2,6 milhões de câmeras, mostrando realmente que o sistema não conquistou o consumidor, que ainda prefere as compactas tradicionais. Em 1997, o movimento global brasileiro no setor fotográfico foi de US$ 1,6 bilhão, enquanto o norte-americano foi de US$ 24,2 bilhões, aproximadamente 30% do mercado mundial.


