Rio - A emergência do consumo popular, especialmente da classe C, explica por que o Brasil está se tornando um dos maiores mercados do mundo para diversos produtos, que vão de chocolates a computadores. No segmento de computadores pessoais, no qual o Brasil já é o quinto maior mercado do mundo, a Positivo Informática, a empresa líder, centra sua estratégia na classe C. ''É daí que vem essa pujança'', diz César Aymoré, diretor da Positivo.
A empresa brasileira multiplicou suas vendas anuais de 21.496, em 2003, para 1,389 milhão em 2007, o que significa um aumento de mais de 60 vezes. O mercado como um todo mais do que dobrou desde 2004, saindo de 4,67 milhões de unidades vendidas para 10,68 milhões em 2007.
Segundo Aymoré, uma das principais causas deste boom, que já coloca o Brasil como o quinto maior mercado do mundo, é a queda pela metade nos preços dos computadores desde 2004, de uma média de R$ 2.872 naquele ano para uma média de R$ 1.446 em 2007. Ele nota ainda que os juros baixaram e o número de prestações saiu da faixa de 12 para 20 a 24 neste período. ''As pessoas tinham de pagar prestações acima de R$ 100 para comprar um computador, e hoje está oscilando entre R$ 50 e R$ 59'', diz Aymoré. Ele atribui essa queda de preços à desvalorização do dólar (que barateia a importação de componentes) e à chamada Medida Provisória (MP) do Bem, de outubro de 2005, que deu isenções fiscais para os computadores.
O executivo acrescenta que a estratégia da Positivo para as classes populares é ter uma comunicação que facilite o entendimento sobre o equipamento. ''Os nossoa manuais sofreram uma adaptação para a classe C, e são muito fáceis de serem entendidos'', exemplifica. A linha de computadores da empresa vai desde o Futura, de R$ 799, até um notebook por R$ 3.499.
Segundo Aymoré, a penetração dos computadores na classe A está em torno de 88%, e na classe B é de cerca de 65%. Na classe C, com renda familiar mensal média de R$ 1.500, ela é de apenas 20%.

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