Brasil inserido no e-commerce
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O Alibaba.com, líder mundial em comércio eletrônico Bussiness to Bussiness (B2B), começa a operar no Brasil com uma meta ambiciosa: tornar o País um dos dez maiores exportadores do mundo. A plataforma de comércio foi criada na China há dez anos e conta com 47,7 milhões de usuários em mais de 240 países e regiões. Desse total, 150 mil estão no Brasil. A proposta do site é estabelecer um canal de negociação entre empresas - compradores e vendedores - de todo o mundo.
A página eletrônica foi lançada oficialmente no País na semana passada, durante evento realizado para a imprensa em São Paulo. ''Atualmente o Brasil ocupa o 23º lugar na ranking das exportações, mas em dez anos esperamos que fique entre os dez maiores do mundo. As exportações representam um mercado de US$ 15 trilhões e o Brasil tem apenas 1% desse total'', afirmou Kenneth Ma, CEO da Ludatrade, empresa brasileira que pertence ao grupo chinês Luda e que é parceira do Alibaba.com no País.
Dados da Consultoria E-bit indicam que no ano passado o e-commerce cresceu cerca de 30% no País, índice que deverá ser repetido em 2010. Segundo ele, no Brasil são mais de 5 milhões de micros e pequenas empresas, que representam apenas 2% das exportações. Esse, inclusive, é o público alvo do site. ''Nossa misão é ajudar pequenas e médias empresas a participar da economia global. Elas representam cerca de 50% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial'', disse Timothy Leung, diretor sênior do Alibaba.com.
No passado, entre os usuários cadastrados no Brasil, o setor de alimentos e bebidas respondeu por 34% das requisições feitas ao longo do ano. Em seguida, a área de agricultura obteve 11% das consultas; mineração e metalurgia ficou com cerca de 7%; e o segmento de materiais de construção, 6%. Além desses setores, a direção da empresa aposta na indústria têxtil, telecomunicações, hardware e software, químicos e derivados, joalheria e saúde. ''Há muita demanda internacional por produtos brasileiros'', salientou Kenneth Ma.
No Brasil o custo para empresas que quiserem tornar-se membros do Alibaba.com é de R$ 8 mil por ano. No entanto, além da instalação da página da empresa no site do Alibaba.com, a Ludatrade oferece serviços como: tradução; suporte técnico; fotos profissionais; serviço de atendimento ao cliente; catálogos; apoio em viagens internacionais de negócios; lista de compradores; ''big buyer program'', criação de oportunidades de negócios entre fornecedores e redes de compras; autenticação e verificação das empresas; e gerente de contas pessoal.
A empresa opera em três plataformas: em língua chinesa (que atende o mercado interno daquele País); japonesa (que opera somente no Japão) e em inglês, que atua no mercado global. A maior parte dos usuários são dos Estados Unidos (16%), seguidos pelos indianos (11%). No ano passado foi registrado um aumento de 25% nas adesões.
■ A jornalista viajou a convite do Alibaba.com e da Ludatrades


