São Paulo - O Brasil contribuirá com US$ 2,37 milhões para um novo programa de compra de alimentos para a população mais pobre da Etiópia, Malauí, Moçambique, Níger e Senegal, informou esta semana um comunicado da FAO (agência da ONU para a Agricultura e a Alimentação).
O programa é uma parceria da FAO e do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e se inspira no programa ''Fome Zero'', lançado em janeiro de 2003 pelo governo brasileiro. Por meio do acordo, assinado em Roma na sede da FAO, o Brasil financiará a compra da produção dos pequenos camponeses e sua distribuição a categorias de risco, como crianças e jovens, através de programas de merenda escolar, explicou a agência da ONU em comunicado .
O acordo estabelece que a FAO receberá US$ 1,55 milhão para os aspectos relacionados à produção, fornecimento de sementes e fertilizantes e para encorajar a capacidade dos pequenos agricultores e das associações de camponeses.
O PMA receberá US$ 800 mil para organizar as compras e distribuir os alimentos nas escolas e entre os grupos mais vulneráveis, destaca o comunicado. ''Além de ajudar a complementar a dieta das pessoas que passam fome, o projeto foi feito para fortalecer os mercados locais de alimentos, ajudando, em última análise, a melhorar a segurança alimentar e prevenir futuras crises alimentares'', informou a FAO.
Desde janeiro, a FAO, fundada em 1945, é presidida pelo brasileiro José Graziano da Silva, que substituiu o senegalês Jacques Diouf para o mandado de 2012 a 2015.

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