Brasil Ferrovias renegocia prazo de dívida com BNDES
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terça-feira, 26 de agosto de 2003
Irany Tereza<br>Agência Estado 
Rio A Brasil Ferrovias, holding que administra a Ferronorte, Ferroban e Novoeste, está negociando a mudança de perfil de uma dívida de cerca de R$ 2 bilhões. Do total do endividamento, cerca de 15% têm vencimento no curto prazo.''A situação financeira que encontramos na holding era mesmo muito ruim, com um endividamento grande com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e bancos privados e ainda problemas de gestão'', afirmou o presidente do fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica (Funcef), Guilherme Lacerda, que, desde maio último, preside o Conselho de Administração da Brasil Ferrovias.
O saneamento da dívida de curto prazo, com bancos privados e fornecedores, é a prioridade da empresa, confirma o atual presidente da holding, Elias Nigri. Em seguida, serão intensificadas as negociações com ferrovias concorrentes sobre pedágio, chamado de ''direito de passagem'', e está sendo pedido ao BNDES, que responde por 80% da dívida total da empresa, um alongamento nos prazos de financiamento de equipamentos para o setor, especialmente vagões.
''Estamos solicitando alongamento de prazo para novos financiamentos, não redução de taxas. Não seria crédito subsidiado, mas estender para 15 anos o prazo de pagamento que hoje é estipulado em cinco ou sete anos'', explicou Nigri, que, antes de assumir o cargo, era o representante do BNDES no Conselho de Administração da empresa. Segundo ele, a Brasil Ferrovias, por exemplo, precisa contratar imediatamente a fabricação de mil vagões para garantir o escoamento do excedente da produção de soja que está previsto para o ano que vem. Este seria, segundo ele, o projeto-piloto do setor, com orçamento de R$ 20 milhões.


