Genebra O Brasil conseguiu negociar com a União Européia (UE) uma saída pacífica para mais uma barreira que ameaçava as exportações agrícolas do País e que poderia levar os governos a outra longa disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC). Anteontem, em Bruxelas, representantes do Ministério da Agricultura e do Itamaraty conseguiram convencer a UE a isentar o Brasil de uma exigência de que o nível de pesticidas em produtos como soja, suco de laranja e café fosse reduzido em mais de cem vezes em comparação aos níveis atualmente aceitos para que pudessem entrar no mercado europeu.
Em novembro do ano passado, Bruxelas decretou que, para que bens agrícolas fossem comercializados, os níveis de 320 pesticidas usados nas plantações deveriam ser drasticamente reduzidos. ''Tratava-se de uma proibição, e não de um limite'', afirmou Rudi Braatz, chefe da divisão de Assuntos de Sanidade do Ministério da Agricultura, que participou das negociações.
Segundo ele, ficou estabelecido que a isenção ao Brasil ficará em vigor até 2005. Uma das preocupações do País se referia ao suco de laranja, produto que gera uma renda de US$ 1 bilhão ao Brasil em vendas apenas para a UE. Bruxelas queria exigir que o nível dos resíduos de dimetoato na laranja fossem reduzidos em cem vezes.
O produto químico é utilizado nos pesticidas e, apesar da queixa européia, jamais foi questionado nos Estados Unidos, para onde o Brasil exporta uma quantidade significativa de suco de laranja. Além disso, o País argumenta que o produto é usado há mais de 40 anos nas plantações brasileiras e é um dos pesticidas fundamentais para a defesa da laranja contra pestes.
O produto químico é utilizado nos pesticidas e, apesar da queixa européia, jamais foi questionado nos Estados Unidos, para onde o Brasil exporta uma quantidade significativa de suco de laranja. Além disso, o País argumenta que o produto é usado há mais de 40 anos nas plantações brasileiras e é um dos pesticidas fundamentais para a defesa da laranja contra pestes.

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