Brasil fará nova licitação para banda larga
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Gerusa Marques<br> Agência Estado 
Brasília - O Brasil deverá fazer, no início do próximo ano, uma nova licitação para a venda de licenças de banda larga. A previsão foi feita ontem pelo secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins. A expectativa da Associação GSM, que congrega fornecedores e empresas de telefonia celular, é de que o mercado brasileiro de banda larga móvel dobre de tamanho até o fim do ano e provavelmente quadruplique até o fim de 2010.
É necessário fazer uma nova licitação para a expansão da banda larga no País, disse o secretário ao participar do seminário LTE Tecnologia e Mercado, que discutiu a quarta geração da telefonia celular, ainda não disponível no mercado brasileiro. A quarta geração aumenta a velocidade e a capacidade de conexão à Internet. Hoje, a banda larga móvel no Brasil tem velocidade média de 1 megabits por segundo (Mbps), enquanto a quarta geração pode chegar a 50 Mbps já no início da operação.
O secretário evitou relacionar a licitação a alguma tecnologia específica, já que estão na disputa pelo mercado a LTE, defendida pelas empresas de telefonia celular, e a WiMax, que conta com o apoio das operadoras de TV por assinatura via micro-ondas terrestres (MMDS).
Martins disse que o principal objetivo do governo é massificar a banda larga no País. Para atender a zona rural, o Ministério já determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) promova uma licitação ainda neste ano, usando a faixa de frequência de 450 megahertz (Mhz).
A licitação do próximo ano seria para ampliar a capacidade da banda larga móvel nas áreas urbanas, especialmente nos grandes centros.
A terceira geração da telefonia celular (3G), segundo Tavares, alcançou hoje no Brasil 6 milhões de clientes, sendo que deste total 3 milhões são de modens para conexão à internet em banda larga móvel. A expectativa, segundo ele, é de alcançar até o fim do ano 12 milhões de clientes e manter o ritmo de crescimento em 2010.


