Brasil exporta pouco café ‘gourmet’
DivulgaçãoO ministro Pratini, no estande do Paraná: esforço reconhecido. No discurso de abertura Pratini disse que cada saca de café, que vale US$ 100 para produtor, movimenta US$ 8 milO Brasil responde pela exportação anual de 3 milhões de sacas de café para os EUA. Porém, apenas 10% desse total é enviado - para o mundo todo - como café especial, ou gourmet. A meta do governo é dobrar esse volume em dois anos.
Segundo fonte da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abic) a saca do chamado café especial chega a custar o dobro do produto tradicional Em geral o prêmio varia entre US$ 10,00 e US$ 20,00 por saca.
Cerca de 200 brasileiros participaram do evento de San Francisco, representando todos os segmentos da cadeia produtiva - lavoura, exportação, torrefação e indústria de solúvel.
No discurso de abertura, o ministro Pratini de Moraes defendeu que o futuro do agronegócio do café está em exportar com maior valor agregado. Sem essa estratégia -segundo ele - não dá para competir com países que recorrem a subsídios, mão-de-obra escrava e moeda distante da realidade de mercado.
Pratini citou como exemplo o próprio café. Enquanto o produtor recebe atualmente US$ 100,00 por saca, esses 60 quilos do produto movimentam até US$ 8 mil (oito mil dólares), contabilizando o preço dos produtos que derivam dessa matéria-prima.
O ministro disse que o governo vai buscar apoio permanente pra todas as iniciativas de marketing que visem ao objetivo de agregar valor ao café brasileiro. Pratini afirmou que os subsídios inviabilizam a produção em países pobres. Anualmente a União Européia aplica US$ 250 bilhões em subsídios par o setor agrícola. Os Estados Unidos, US$ 80 bilhões. A situação mais latente é a do açúcar em que o subsídio chega a quatro vezes o preço da tonelada no mercado internacional.

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