O mercado automotivo brasileiro está aquecido e deve continuar em franca expansão. Cada vez mais a população deve andar de carro zero, contribuindo para a renovação da frota de veículos nacionais. As perpectivas são tão positivas que o Brasil deve tornar-se o quarto produtor de automóveis do mundo no ano 2000, perdendo apenas para os Estados Unidos, Japão e União Européia, segundo Elizabeth Carvalhaes (foto), diretora adjunta de assuntos governamentais da Volkswagen do Brasil.
Ela fez palestra ontem em Londrina, durante aula inaugural do curso de pós-graduação em Marketing, que está sendo implantado na cidade pelo Instituto Superior de Administração e Economia do Mercosul - ISAE/Mercosul (Fundação Getúlio Vargas). Elizabeth diz que, por conta da globalização, as montadoras deverão se concentrar em cinco grandes pólos. No ranking de maiores produtores, depois do quarto lugar - o Brasil - deve se consolidar a China ou a Índia, que também são grandes mercados consumidores.
‘‘A Volkswagen está trabalhando para ser, no ano 2000, a terceira maior montadora do mundo’’, garante Elizabeth. Segundo ela, daqui a três anos, a produção do setor automotivo no Brasil pode chegar a três milhões de veículos. Até lá, deve haver 11 marcas diferentes de carros funcionando no País. Juntas, estas montadoras pretendem investir entre US$ 17 bilhões e US$ 18 bilhões até o ano 2000. Em 96, foram fabricados 1,8 milhão de veículos no País, que tem atualmente quatro montadoras de marcas distintas de carros de passeio. Em 1990, no início do processo de abertura econômica, eram 900 mil unidades.
‘‘A capacidade de consumo no Brasil vem aumentando dia-a-dia. É expressivo o número de famílias que puderam adquirir o segundo carro desde a estabilização da economia’’, diz Elizabeth. Do total de carros produzidos no País no ano 2000, cerca de 30% deverão ser exportados.

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