O Brasil subiu neste ano um degrau no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial, passando para o 44º lugar no relatório global da instituição. O Fórum é uma organização independente, com sede em Genebra, Suíça. Mantém-se com o apoio de mais de mil corporações.
O relatório, que analisa comparativamente os pontos fortes e fracos das economias nacionais, aponta a Finlândia como a economia mais competitiva do mundo. Com isso, os EUA ocupam agora o segundo lugar no ranking.
Preso à estagnação, o Japão continua ocupando o 21º lugar, enquanto outras importantes economias asiáticas caíram de posição. Cingapura passou do 2º para o 4º lugar e Hong Kong recuou da 7ª para 13ª posição.
Entre as economias européias, além da Finlândia, os demais países nórdicos estão entre os principais destaques. A Noruega, por exemplo, subiu para o 6º lugar e a Suécia, para o 9º. Ambos estavam em 15º e 12º lugar, respectivamente. Segundo o presidente e fundador do Fórum, Klaus Schwab, as variações no ranking são explicadas pelas ''tremendas incertezas na economia global''.
''Agora é mais crítico do que nunca avaliar como os países passarão os próximos cincos anos'', disse Schwab em comunicado.
O desempenho da Finlândia surpreende ainda porque, pela primeira vez, o país lidera nas duas categorias do relatório: o Índice de Crescimento de Competitividade e o Índice Atual de Competitividade.
O primeiro, ao qual é dado maior ênfase, avalia o nível tecnológico da economia, a qualidade das instituições públicas e as condições macroeconômicas. Com estes fatores, o relatório estipula o potencial de crescimento de uma economia para os próximos cinco anos.
Já o outro indicador identifica os elementos que sustentam o nível atual de competitividade econômica e reflete os fundamentos microeconômicos. São levados em consideração a sofisticação das empresas e a qualidade do ambiente para os negócios. Ambos têm como referência a renda per capita.
Elaborado anualmente desde 1979, o Relatório Global de Competitividade incluiu na edição deste ano 17 novas economias, com um total de 75. São elas: Uruguai, Paraguai, Guatemala, Honduras, República Dominicana, Nicarágua, Panamá, Jamaica, Trinidad e Tobago, Nigéria, Bangladesh, Sri Lanka, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia e Eslovênia. O Zimbábue ocupa o último lugar no ranking.

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