Brasil está preparado para turbulências
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quinta-feira, 20 de março de 2003
Agência Estado 
Brasília A economia brasileira está preparada para atravessar um período de turbulências, garantiu ontem o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto. ''Se a economia brasileira sobreviveu ao choque de 2002, sobrevive a qualquer cenário ruim este ano.'' Ele e o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, embarcam hoje para negociações em Milão, Paris e Londres.
Na Itália, os dois secretários aproveitarão a série de encontros promovidos por instituições financeiras, como eventos paralelos à reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para dar seu recado.
Canuto acredita que o início da guerra entre Estados Unidos e Iraque não muda significativamente o cenário econômico para o País. Na sua avaliação, o conflito terá curta duração e seus efeitos ''já estão no preço''. Tanto é que a guerra não provocará nenhuma mudança na exposição sobre a economia brasileira que Canuto preparou para apresentar a investidores e analistas estrangeiros ao longo da próxima semana.
Nos dias 26 e 27, eles estarão em Paris e, de 28 a 31, em Londres. Na capital inglesa, além de falar a investidores, Canuto participará da reunião preparatória para o encontro de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em abril, em Washington.
Canuto avaliou que o desempenho do Brasil tem sido diferente do das demais economias emergentes. ''O preço dos ativos brasileiros estava exageradamente desvalorizado, por isso o Brasil tem sido um bom negócio para os investidores estrangeiros'', explicou. Na sua avaliação, investir no País ''ainda está barato''.
Do ponto de vista do investidor, a atratividade do Brasil é aumentada pelo acordo com FMI, que representa um reforço para as reservas internacionais, e pelo ''excelente'' desempenho do balanço de pagamentos.
Ele vai mostrar aos investidores um levantamento provando que os investimentos diretos têm um peso crescente no fluxo de capitais para o País. É um dinheiro que não deixa o País diante de um sobressalto qualquer. Além disso, lembrou o secretário, o Brasil está fora da área do conflito.


