Brasil está em 26º lugar em índice de conectividade
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quinta-feira, 08 de outubro de 2015
Mie Francine Chiba<br> Reportagem Local 
São Paulo - O Brasil ocupa a 26ª posição do ranking global de conectividade e está em 6º lugar no grupo dos países em desenvolvimento. Na América Latina, perde apenas para o Chile. E entre os Brics, encontra-se na terceira posição, atrás de China e Rússia. Os dados fazem parte de uma pesquisa divulgada ontem em São Paulo pela Huawei, empresa de soluções de Tecnologia da Comunicação e Informação (TIC).
O Índice Global de Conectividade (GCI Global Connectivity Index) de 2015, da Huawei, busca avaliar a conectividade dos países através de fatores como a oferta de tecnologia, a demanda, a experiência e o potencial, assim como pela implantação de tecnologias como cloud computing, Internet das Coisas (IoT), Big Data, banda larga e data centers. Foram avaliados 38 indicadores em 50 países. O objetivo é proporcionar um indicador para medir o impacto das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) nas nações.
A pesquisa mostrou que o Brasil tem oferta de tecnologia de conectividade e potencial de crescimento neste mercado, mas ainda tem pouca demanda e peca na experiência de uso destas tecnologias. O País ocupa a oitava posição no grupo dos países em desenvolvimento em termos de penetração de banda larga. Entretanto, nos anos seguintes, a Huawei acredita que o País deverá avançar no ranking devido ao Plano Nacional de Banda Larga. Já em termos de experiência de uso, principalmente na banda larga móvel, o Brasil ocupa o 39º lugar mundial, com velocidade média de download abaixo da de países em desenvolvimento.
A tecnologia de computação em nuvem também precisa se desenvolver. Se por um lado o País está bem servida de provedores de serviços em nuvem, por outro, a migração para estes serviços, bem como a latência velocidade de acesso à nuvem deixam a desejar, mostrou o consultor sênior da Huawei, Júlio Sgarbi, em sua apresentação. "Mas o potencial é grande, porque estamos com uma infraestrutura bem preparada", ressalva.
Em relação à adoção de data centers considerados pela Huawei essenciais para os avanços em TIC, em computação em nuvem, Big Data e IoT -, a pesquisa revelou que o Brasil está à frente de países em desenvolvimento, mas atrás de países desenvolvidos. Nestes últimos, o número de servidores é 2,5 vezes maior que no Brasil.
Segundo Sgarbi, durante o estudo, foi notada uma clara relação entre o índice de conectividade e o Produto Interno Bruto (PIB) dos países. Quanto maior o PIB, maior o GCI. "E qual a receita para fazer melhorar estes índices?", questionou o consultor sênior. "Não existe receita mágica. Existe muito trabalho e planejamento."
Porém, o consultor deixou alguns conselhos: "o governo tem que liderar, incentivar e apoiar essa transformação; tem que haver mais investimento na área de TIC - não só investimento na tecnologia, mas também em mão de obra; temos que melhorar a experiência para que isso reflita na demanda e esta demanda seja sustentável; e é preciso planejar e executar. Se você falha no planejamento, está planejando para falhar".


