Além de impactar na balança comercial, a apreciação do real influenciou diretamente no turismo paranaense. Junto com a melhora na economia brasileira e a crise internacional de 2008, o câmbio foi responsável pela inversão do perfil do turista que visita o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.
Pela primeira vez em muitos anos, os brasileiros superaram os estrangeiros que passaram pelo parque em 2010. ''Vir ao Brasil ficou muito mais caro'', afirmou o presidente do Conselho Municipal de Turismo de Foz, Jaime Nelson Nascimento, que também é gerente do Complexo Turístico de Itaipu. ''Viajar da Europa para a Argentina, por exemplo, é muito mais barato'', comparou.
Mas quem vive do turismo não tem do que reclamar. O número menor de estrangeiros é compensado pelo de brasileiros, cuja presença no parque nacional cresceu 68% nos últimos anos. Em 2006, pouco mais de 386 mil brasileiros visitaram as cataratas. Já, no ano passado, foram mais de 648 mil. ''A nova classe média passou a vir para Foz'', contou Nascimento.
Ele disse acreditar que o número de turistas nacionais no parque teria sido muito maior caso as viagens ao exterior não estivessem tão acessíveis aos brasileiros em virtude do real apreciado.(N.B.)

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