Brasil elimina mais vagas na indústria
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segunda-feira, 20 de outubro de 2003
Agência Folha 
São Paulo Se o emprego industrial há anos enfrenta crise em todo o mundo, no Brasil essa situação é ainda mais severa. Uma pesquisa feita pela companhia de investimentos norte-americana Alliance Capital mostra que o Brasil perdeu 20% dos postos de trabalho no setor industrial entre 95 e 2002.
A pesquisa da Alliance analisa dados das 20 principais economias mundiais. Segundo o levantamento, a indústria já perdeu um total de 22 milhões de empregos no período analisado a queda média nos 20 países pesquisados é de 11%. A Alliance afirma que a redução dos postos de trabalho é generalizada e pode ser explicada pelos ganhos de produtividade com o avanço tecnológico, a pressão pela redução de custos e o aumento da eficiência.
O excesso de capacidade produtiva e a crise econômica fazem as companhias reduzirem o número de trabalhadores especialmente no setor siderúrgico e automobilístico. Enquanto o emprego caiu 11%, a produção avançou 30%.
No caso do Brasil, as baixas taxas de crescimento da economia aceleraram esse processo pois a queda do consumo e, consequuentemente, da demanda por produtos tornaram a indústria ociosa, provocando as demissões.
Até nos Estados Unidos há a redução de postos de trabalho. Entre 95 e 2002, a economia norte-americana perdeu 2 milhões de empregos. China e Japão também perderam postos. O caso mais surpreendente é o da China. O país registrou uma queda de 15% no número de empregos. Em 95, o número de vagas na indústria era de 98 milhões e, em 2002, era de 83 milhões.
Mesmo assim, desde 2000, a China já abriu 2,5 milhões de empregos. Para a Alliance, os investidores locais estão ajustando as linhas de produção, tornando-as mais lucrativas e enxutas. No entanto, não são todos os países que registram queda no emprego industrial. Espanha e Canadá tiveram alta de mais de 20% no mesmo período. Para os especialistas, isso pode ser explicado pelo crescimento econômico desses países.


