Brasil e Uruguai discutem futuro do combate à aftosa
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segunda-feira, 30 de outubro de 2000
Gecy Belmonte Agência Estado 
O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, receberá amanhã o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Gonzalo Gonzáles, para discutir o combate à aftosa e medidas que devem ser adotadas pelos dois países para conter o avanço da doença. O Uruguai, onde um primeiro foco ressurgiu na semana passada no município de Artigas, já era considerado livre da aftosa sem vacinação desde 1994 pelo Escritório Internacional de Epizootias (OIE), que tem sede em Paris e delibera sobre as questões de sanidade animal em nível mundial.
No caso do Rio Grande do Sul, um dos principais Estados exportadores de carne bovina, o retorno da doença, no final de agosto passado, poderá atrasar a obtenção deste título da OIE, que estava previsto para maio próximo. Talvez só em março de 2004.
Segundo a assessoria do ministro Pratini, Gonzáles teria garantido, durante a conversa por telefone, que os focos de aftosa registrados no município de Artigas, que faz fronteira com a cidade gaúcha de Quaraí, no sudoeste do Rio Grande do Sul, estão sob controle.
No início da semana passada, assim que o primeiro foco foi detectado, o governo uruguaio determinou uma zona de vigilância sanitária que se estende a até 20 quilômetros da propriedade afetada. Determinou também início do sacrifício dos animais infectados pelo vírus da doença. No dia 28 último, mais dois focos teriam sido detectados no município. A estimativa é de que cerca de 15 mil animais sejam abatidos em Artigas.
O governo brasileiro, como precaução, depois de proibir a entrada de carnes e derivados vindos daquela região, também fechou a fronteira, na última sexta-feita para vegetais e produtos de origem vegetal in natura e todos os outros que possam veicular o vírus da aftosa procedentes e originários da Artigas.


