São Paulo - A ordem na Alemanha é: atrair para o Brasil processadores de produtos orgânicos, para, a exemplo dos demais setores, agregar valor à pauta de exportação do setor, vendendo para o exterior produtos orgânicos mais elaborados.
Com essa visão, a Apex (Agência de Promoção de Exportações do Brasil) vai para a Biofach, a maior feira mundial de produtos orgânicos, que vai de amanhã a domingo em Nuremberg, na Alemanha, tendo o Brasil como tema.
''É o primeiro país em desenvolvimento a ser tema da feira'', afirmou Thomas Timm, vice-presidente-executivo da Câmara de Comércio Brasil Alemanha.
E a Alemanha é um dos três maiores compradores mundiais de produtos orgânicos, segundo Juan Quirós, presidente da Apex.
''Nossa participação na Biofach de 2003 foi com 15 empresas, gerando negócios de US$ 750 mil. No ano passado, fomos com 47 empresas e obtivemos US$ 15 milhões em negócios, e agora a expectativa é dobrar esses números'', afirmou Quirós.
Para o presidente da Apex, a presença de três ministros brasileiros na abertura da feira - Roberto Rodrigues (Agricultura), Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) - é um demonstrativo da importância do evento para o governo.
''É o primeiro evento internacional com promoção da Apex em que participam três ministros'', disse.
Segundo Rachel Soraggi, consultora de produção orgânica que representa, entre outros, a Cia. Orgânica, de cafés, a visibilidade é quase uma recompensa pelo trabalho que vem sendo desenvolvido. ''Até três anos atrás, nós participávamos da Biofach com alguns produtores pingados, perdidos no meio daquela feira imensa.''
Segundo Jackson Teruo Ota, gerente de certificação do Instituto Biodinâmico, um dos maiores certificadores do país, muitas vezes é mais fácil vender o produto orgânico no mercado externo do que no interno - onde ainda não há regulamentação para o setor.

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