Brasil é o maior consumidor de perfumes
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Adriana De Cunto <br> Equipe da folha 
Curitiba - O brasileiro é o maior consumidor mundial de perfumes. É o que aponta o relatório ''Panorama do Setor - 2010'', divulgado este mês pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). O estudo mostra que o País é o primeiro mercado em desodorantes, perfumaria e produtos infantis.
Boa notícia para as 1.659 indústrias brasileiras que atuam neste mercado, sendo 145 no Paraná (maior fabricante da Região Sul). O mercado nacional de higiene pessoal, perfumaria e cosmético movimentou US$ 37,4 bilhões (preço ao consumidor), no ano passado, por meio de três canais de distribuição: vendas tradicionais - incluindo o atacado e as lojas de varejo -, venda direta e franquias.
O crescimento do setor não se deve somente às mulheres, tradicionalmente as maiores interessadas em produtos de beleza. O Brasil é vice-campeão mundial em vendas de produtos masculinos. Também está em segundo lugar em higiene oral, proteção solar, cabelos e banhos.
É o terceiro consumidor de cosméticos coloridos, quarto de produtos para pele e quinto em depilatórios. Em relação a todo o mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, segundo a Abihpec, o Brasil é o terceiro mercado consumidor, ficando atrás dos Estados Unidos e Japão. Porém, a expectativa do setor é que em 2013 os brasileiros passem à frente dos americanos e japoneses.
Vários fatores contribuíram para que o País chegasse ao topo do ranking do consumo de perfumaria. A Abihpec cita a participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho, a utilização de tecnologia de ponta nas indústrias, tornando os preços competitivos, lançamentos constantes de novos produtos, aumento da expectativa de vida do brasileiro, trazendo a necessidade de conservar uma impressão de juventude e o bom momento econômico.
Julio Suzuki, economista do Ipardes, concorda com a análise da associação. Na opinião dele, o bom desempenho do setor reflete o momento econômico nacional e o aumento do poder de consumo da nova ''classe média'' , ou seja, a classe C que ascendeu e agora tem mais poder de compra para incluir no orçamento doméstico esses itens que antigamente figuravam apenas na penteadeira das classes A e B.
As indústrias do setor não têm do que reclamar, pois apresentaram um crescimento bem maior que o restante da indústria, afirma o relatório da Abihpec. Enquanto o crescimento médio do setor foi de 10,4% ao ano, o PIB ficou em 3,1% e a indústria em geral, 2,7% ao ano.
O panorama refletiu positivamente também na geração de empregos. Em 16 anos, as oportunidades de trabalho cresceram 5,6% na indústria, 7,8% nas franquias, 11,8% em venda direta, e 6,5% em salões de beleza. Pelos cálculos da associação, em 2010 haviam 2,7 milhões de consultores de venda direta de produtos de beleza e perfumaria.


