Brasília - O Brasil subiu uma posição no ranking dos países empreendedores, tendo passado do sétimo lugar em 2002 para o sexto no ano passado, segundo a pesquisa Empreendedorismo no Brasil feita pela Global Entrepreneurship Monitor, em parceria com o Serviço Nacional de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), divulgada ontem. A pesquisa, realizada com 31 países, mede a disposição da população, seja individualmente ou em grupos, de criar um novo negócio ou empreendimento ou de expandir um já existente.
O país que liderou o ranking de 2003 foi Uganda, com taxa de empreendedorismo próxima aos 30%. Venezuela, Argentina, Chile e Nova Zelândia separam Uganda do Brasil na lista. A taxa de empreendedorismo no Brasil no ano passado foi de 12,9%, ou seja, 12,9% da força de trabalho está iniciando novos empreendimentos ou é proprietária ou gerente de empreendimentos com menos de 42 meses, segundo a metodologia da pesquisa. Pelo levantamento, 13,576 milhões de brasileiros são empreendedores, em uma força de trabalho de 104,958 milhões.
O Brasil participa da pesquisa desde 2000, quando a taxa foi de 21,4% (14,2% em 2001 e 13,5% em 2002). Segundo o levantamento, a região Sul é que tem a maior taxa de empreendedorismo: 19% (2,948 milhões) da população adulta (15,520 milhões) são empreendedores. Em termos absolutos, é a região Sudeste que tem mais empreendedores, com 6,266 milhões, que representam 14% da população entre 18 e 64 anos (44,760 milhões).
Boa parte do alto índice de empreendedorismo brasileiro é explicado pelas altas taxas de desemprego no País, que leva as pessoas a buscar alternativas de renda. No entanto, a pesquisa deste ano constatou que o empreendedorismo por oportunidade cresceu no Brasil de 2002 para 2003, de 5,8% do total da população entre 18 e 64 anos para 6,9%, segundo a pesquisa. Isso significa que a população tem enxergado mais potencial de agregar valor e inovar nas diversas atividades econômicas e de gerar empregos e crescimento.
Em 2003, o empreendedorismo por oportunidade superou aquele feito por necessidade, caracterizado pela falta de melhores alternativas. No ano passado, 53% dos empreendedores eram por oportunidade e 43% por necessidade. Em 2002, essa correlação era de 43% por oportunidade e 56% por necessidade.

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