Brasil é o 6º maior consumidor do mundo
A carne de boi é um dos pratos preferidos dos brasileiros. A maioria das famílias não dispensa o tradicional arroz, feijão e bife das suas mesas. Segundo um estudo que avaliou o hábito de consumo dos brasileiros, no ano 2000 cada pessoa consumiu cerca de 37 quilos por ano. Na Argentina o maior país consumidor de carne bovina do mundo o consumo é de 65,2 quilos por pessoa. Em seguida estão o Uruguai (60 quilos por pessoa); Estados Unidos (42,8 quilos), Romênia (39,7 quilos) e Nova Zelândia (39,7 quilos).
O estudante londrinense Daniel Lobo Ferraz de Andrade, por exemplo, diz que come carne de boi quase todos os dias. Ele afirma que não aprecia carnes de frango, porco ou peixe. ''Costumo substituir a carne por massas'', comenta. Quando o preço da carne de boi está alto, a saída encontrada por Andrade é trocar os cortes. A instrutora de informática Fabiane Correia é outra que não dispensa a carne de boi. Ela também costuma ingerir a carne quase todos os dias, mas às vezes substitui por frango ou peixe. ''Compro independente do preço'', afirma.
O técnico em eletromecânica Alex Mendes dos Santos também consome carne bovina quase todos os dias. No entanto, ele diz gostar mais da carne de porco. ''A carne de porco está mais cara do que o boi, mas quando ela está mais barata compro mais a carne suína'', explica. A dona de casa Maria Aparecida diz que não come carne vermelha todos os dias. ''Gosto da carne, mas com esse preço não dá'', comenta. Nos hábitos da sua família estão o consumo de peixe e de legumes. ''Variamos bastante nossa alimentação e comemos carne de boi duas vezes por semana'', observa.
Crescimento - De acordo com um estudo do Instituto ACNielsen (empresa que realiza pesquisas globais de mercado), o grupo de alimentos formado por carnes, peixes e ovos obteve um dos maiores crescimentos de consumo em todo o mundo. No ano passado, alimentos deste grupo tiveram 6% de aumento no consumo. Na América Latina, o crescimento foi ainda maior: 12%. A pesquisa conclui que o crescimento no consumo se deve à riqueza protéica desses alimentos e da pouca quantidade de carboidratos. (F.M.)





