Brasil é o 2º do mundo em tributação de industrializados
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sexta-feira, 07 de novembro de 2003
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba Uma pesquisa internacional sobre tributação feita pela Deloitte Consultoria demonstrou que o Brasil é o segundo país do mundo em tributação de produtos industrializados. De acordo com os dados da pesquisa, a alíquota máxima do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) no Brasil é de 29,8%. O IVA é composto por dois outros impostos: o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A Colômbia é o único país dos 34 pesquisados na Europa, Ásia, América do Norte e Latina com tributação superior à brasileira: 45%. A carga tributária sobre a produção nos países asiáticos, que praticam um modelo mais agressivo de exportação, é de apenas 7,25% em média. Na América do Norte e na Europa, a taxa média é de 19,36%. Na América Latina, a média é de 20,58%. ''Chegamos a conclusão que os países latinos, ou em desenvolvimento, não fazem uma tributação adequada. Os governos se preocupam apenas com a função fiscal e arrecadatória do imposto. A população de baixa renda é que paga a diferença, porque é a consumidora final dos produtos'', analisou Evans Siqueira, diretor de consultoria tributária da Deloitte.
Siqueira deu como exemplo de tributação justa o modelo adotado pelo Japão, onde os produtos têm alíquota de tributação de 5%. A arrecadação de impostos é feita através do incremento de tributação no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, que chega a 42%. ''Dessa forma se tira de quem realmente tem o que repassar para o governo federal. Isso é justo e equilibrado'', ponderou. No Brasil, o Imposto de Renda de empresas é fixado em 34%.
A expectativa com a reforma tributária é o agravamento dos tributos sobre os produtos industrializados. ''A tendência é a de se agravar a situação no Brasil. Isso diminui investimentos internacionais e dificulta o avanço das exportações'', afirmou.


