O ranking de países que mais sofrem ameaças virtuais tem o Brasil na décima posição. Já na América Latina, o País é o primeiro colocado. O levantamento faz parte do 20º Relatório de Segurança contra Ameaças na Internet da Symantec, empresa global especialista em proteção de informações digitais. Os dados foram pesquisados no ano passado e divulgados na semana passada, durante a Ciab Febraban 2015, evento de Tecnologia da Informação (TI) realizado em São Paulo.
Pela pesquisa, 2,32% dos ataques de hackers em 2014 tiveram o Brasil como alvo. "O Brasil ganha visibilidade por ser um dos maiores países do mundo e com uma grande parcela de sua população conectada à internet", explicou o engenheiro de sistemas da Symantec, Arhur Cesar Oreana.
De acordo com ele, o Brasil também possui meios de pagamentos exclusivos, como o boleto bancário, que chama à atenção dos cibercriminosos. "O sistema (de boleto) foi alvo de um malware no ano passado. Você pagava o documento, mas o dinheiro ia para outra conta que não a do cobrador", explicou, alertando que o golpe ainda existe.
Só no ano passado, a Symantec identificou a existência de 317 milhões de novas ameaças virtuais, crescimento de 26% na comparação com os dados de 2013. Na avaliação de Oreana, tanto empresas quanto usuários domésticos da internet precisam tomar uma série de cuidados para se proteger dos ataques. "Os cibercrimes evoluíram. Antes, os hackers invadiam o seu computador com o objetivo de travar algum programa ou desinstalar o seu sistema operacional. Atualmente, eles são pagos para ir atrás de projetos industriais, valores expressivos e iniciativas de propriedade intelectual", argumentou.

- Os Estados Unidos ficam em primeiro lugar, com cerca de 25% dos ataques, seguido por China (10%) e Índia (5%)

- Segundo ele, o usuário comum precisa investir em um antivírus pago, e não clicar em qualquer coisa, principalmente nas redes sociais


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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