Agência Folha
De Genebra
O Brasil já é o décimo mercado para a venda de telefones celulares da Nokia, líder mundial. Em razão disso, o balanço da corporação anual que será divulgado no início do ano para o mercado financeiro internacional trará, pela primeira vez, as informações sobre volume de vendas e o faturamento da empresa no País. Por ter ações negociadas nas Bolsas da Europa e nos Estados Unidos, e por razões de competição de mercado, a Nokia só divulga informações sobre seu desempenho nos dez mercados mais importantes para o resultado final da corporação.
O vice-presidente de comunicação corporativa do grupo, Lauri Kivinen, disse que o Brasil passou a ocupar a posição que era da Austrália, no ranking mundial da empresa. Ele atribui o crescimento das vendas no País à abertura do mercado para a competição (bandas A e B), à introdução da tecnologia digital e à privatização.
Kivinen disse que a empresa vai aumentar seu foco sobre o Brasil e que, a partir de agora, os lançamentos dos novos produtos para as Américas serão feitos, simultaneamente, nos Estados Unidos e Brasil. O presidente da Nokia Brasil, Edward Fernandez, disse que a proliferação dos sistemas de pré-pagos entre as operadoras é o que motiva o grande crescimento das vendas.
O número de assinantes no País – que estava em 10 milhões no final de julho – deve chegar a 15 milhões no final deste ano, segundo Fernandez. O executivo disse que os fabricantes esperam um ‘‘boom’’ de vendas no Natal. De acordo com ele, o mercado de telefonia celular parece ser imune às crises econômicas. A empresa avalia que o mercado potencial de assinantes de telefonia celular no Brasil é de 30% da população, ou seja, quase seis vezes o número atual.

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