Brasília Os governos do Brasil e do México deixaram para assinar amanhã, em Buenos Aires, o acordo automotivo que permitirá o aumento das exportações do Brasil para aquele país. A informação é do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo Carvalho, após a cerimônia de assinatura de atos entre os presidentes dos dois países, no Palácio do Planalto.
Carvalho explicou que o acordo Brasil-México faz parte de um entendimento maior entre o Mercosul e governo mexicano, que também será assinado em Buenos Aires, durante a reunião de cúpula do Mercosul, da qual Fox participará como convidado. Carvalho disse que com o novo acordo, o Brasil deverá exportar para o México US$ 10 bilhões até 2005 em veículos e autopeças. Em 2001, as exportações do setor automotivo do Brasil para o México foram de US$ 1,2 bilhão. No encontro dos dois presidentes foram assinados acordos de complementação econômica e de cooperação entre o BNDES, Sebrae e instituições financeiras mexicanas, e na área de cinema e de televisão. Os dois presidentes almoçarão daqui a pouco no Palácio do Itamaraty.
O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, afirmou ontem que o acordo comercial a ser assinado entre os governos brasileiro e mexicano deve compensar, em parte, o déficit na balança comercial do País com a Argentina. Segundo o ministro, o Brasil deve deixar de exportar para a Argentina US$ 3 bilhões este ano, em virtude da crise econômica vivida pelo país vizinho. ''Se não tivesse esse déficit com a Argentina, poderíamos fechar o saldo da balança comercial, este ano, em US$ 8 bilhões'', disse Amaral.

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