O Brasil superou os Estados Unidos e é o país que, estatisticamente, mais recicla latas de alumínio no mundo. De cada 100 latas produzidas no país, 65 são recicladas. Nos EUA, a média é de 63. É a primeira vez que o Brasil aparece como líder mundial no ranking da reciclagem, apesar de não ter tradição na área. Os EUA têm o hábito de separar material reciclável há três décadas.
A metodologia usada para aferir os números é universal. A cada trimestre, as empresas produtoras de latas de alumínio são fiscalizadas por um organismo independente. Somente empresas com produção superior a cinco toneladas - e elas somam 40 no Brasil - são visitadas. A responsável no País é a Abal (Associação Brasileira do Alumínio).
Desde o início da aferição, em 91, o nível de reciclagem cresceu 18 vezes no Brasil, enquanto a produção de latas de alumínio aumentou 10 vezes. Apesar de o gráfico da reciclagem estar crescendo desde 91, houve um grande salto de 97 para 98: aumento de 33% no número de latas recicladas. ‘‘A reciclagem já é um hábito incorporado às grandes cidades’’, diz José Roberto Giosa, coordenador de reciclagem da Abal. Apenas 1% dos municípios brasileiros têm programas de coleta, seleção e reciclagem de lixo.
No ano passado, 5,6 bilhões de latas foram recicladas no Brasil - como se cada brasileiro tivesse entregue 34 latinhas. Segundo Giosa, o recorde tem vários benefícios. ‘‘A reciclagem não só proporciona geração de renda, como tem efeito multiplicador. Já foram criadas diversas empresas para fabricar prensas e separadores magnéticos, devido à demanda das indústrias de transformação de alumínio.’’
A reciclagem movimenta cerca de R$ 70 milhões por mês somente em venda de equipamentos e pagamento de recolhedores de lata - sem contar gastos no processamento de alumínio, prensagem e fundição.

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