Ao ressaltar o papel do Brasil como fornecedor mundial de alimentos, o presidente mundial da Divisão de Proteção de Cultivos da Basf, Markus Heldt, lembrou que essa demanda pode crescer cerca de 20% nos próximos dez anos. ''O Brasil deve atender 40% dela'', salientou. Ele apontou a estimativa da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) de que as exportações brasileiras de grãos crescerão 47% até o final da década. ''Em 2020 o Brasil deve se tornar o maior exportador agrícola do mundo'', declarou.
Segundo ele, ao longo de 2011, as comercializações da Basf devem gerar 7 milhões de euros em todo o mundo. ''A expectativa para 2011 é de mercado agrícola em expansão. Os altos preços devem fazer os produtores investir em tecnologias para melhorar a qualidade da produção'', avaliou Heldt.
Eduardo Leduc, da Basf, anunciou que o Brasil é o líder mundial em produtividade média nas áreas ocupadas para produção de alimentos. O dado da FAO indica que o País apresenta média de 13,6 toneladas por hectare plantado. Já os Estados Unidos ocupam a sexta posição, com média de 6,8 toneladas por hectare. ''O Brasil já é o celeiro do mundo'', ressaltou. Leduc lembrou, ainda, que de 2005 a 2010, a produção brasileira de grãos cresceu 22%, enquanto a área teve aumento de 2%. ''Isso mostra que o foco do produtor é produtividade'', salientou. (M.F.)

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