São Paulo - Se uma crise financeira atingir o mundo nos próximos três anos, o Brasil está no terceiro grupo de países emergentes mais suscetíveis a sofrer reflexos desse movimento. A análise faz parte do artigo do pesquisador Morris Goldstein, do Institute For International Economics, apresentado em julho.
Também fazem parte deste terceiro grupo a Argentina, México e Rússia. Mas antes de chegar a esses países, outros dois grupos mais vulneráveis às crises econômicas. No primeiro está a Venezuela. E no segundo estão Turquia e Hungria.
Segundo a pesquisa, as maiores ''fraquezas'' do Brasil estão nas altas taxas de juros reais aliadas ao déficit público e nas dúvidas sobre a manutenção de uma política fiscal austera em caso de mudança eleitoral. ''Brasil e Turquia ainda têm taxas muito altas de juros reais e altos níveis de dívida pública e ainda é preciso ver quão elástico pode ser o superávit primário e os esforços por reformas amplas no caso de uma retirada generalizada de capital estrangeiro das economias emergentes'', diz o texto.
No artigo, Goldstein avalia as consequências da diminuição do crescimento da China e Estados Unidos nos próximos anos e como esse ritmo mais lento poderia atingir os países emergentes por suas vulnerabilidades pela tendência da aversão ao risco.
De acordo com o estudo, quanto mais um país emergente estiver vinculado aos EUA e à China, mais vulneráveis estão em relação à crise. São cinco as variáveis analisadas pelo americano: comércio internacional bilateral, preços das commodities, juros e fluxos de capitais, moedas sobreavaliadas, políticas monetária e fiscal.

mockup