Brasil e Chile retomam comércio de carnes
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Alexandre Inacio e Luciana Xavier<br>Agência Estado 
São Paulo - A retomada das exportações de carne bovina do Brasil para o Chile vai ter dia e hora para acontecer. Essa é, pelo menos, a idéia dos dois países que vão criar e seguir um cronograma de trabalho para que informações, visitas e outros procedimentos sejam colocados em prática para que o comércio de carne bovina in natura seja retomado. A informação foi dada pelo diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Luiz Carlos de Oliveira, que concedeu entrevista para o AE Broadcast ao Vivo, diretamente de Santiago.
A missão brasileira, que conta com representantes do governo e dos frigoríficos exportadores, irá definir as datas desse cronograma hoje, juntamente com o governo chileno. ''Estamos otimistas com a retomada das negociações entre os dois países, depois da suspensão das vendas em 2005 por conta dos casos de febre aftosa. O primeiro passo foi o reconhecimento da OIE e agora estamos levando as informações necessárias para o governo chileno'', afirma Oliveira. Apesar do otimismo do setor exportador, a retomada das vendas para o mercado chileno ainda não acontecerá depois do encontro dessa semana.
Segundo Oliveira, será necessário que técnicos do Chile voltem a visitar o Brasil, avaliar plantas exportadoras e as condições sanitárias e de rastreabilidade oferecidas pelo Brasil. ''A retomada das vendas faz parte de um processo. O Chile é historicamente lento nas negociações e o governo do Brasil também foi em determinados momentos, mas esperamos resolver isso com o cronograma que será criado'', afirma. Segundo Oliveira, o mercado chileno tem um potencial para US$ 200 milhões, valor que já foi exportado pelo Brasil antes da restrição.
Para ele, os frigoríficos nacionais teriam condições de recuperar facilmente o mercado que foi perdido no passado e que foi substituído pela carne da Argentina e do Paraguai. A dificuldade paraguaia em atender as exigências sanitárias do Chile e as limitações exportadoras da Argentina, no entanto, já fizeram com que o Chile importasse carne da Austrália.


