Com o Brasil no meio de uma crise cambial, a Rússia ainda cambaleante, muita incerteza quanto à evolução da China e temores de um forte ajuste nas bolsas do mundo rico, o Fórum Econômico Mundial vai discutir principalmente os problemas imediatos, na reunião anual marcada para começar hoje cedo, nesta cidade dos Alpes suíços. A cotação do Brasil como assunto para debates é tanto maior quanto mais o real despenca no mercado de câmbio, repetindo o padrão observado na Ásia: iniciada a depreciação, ninguém sabe até onde a moeda cairá antes de começar a recuperar-se.
A agenda oficial do Fórum, como no ano passado, está repleta de questões de longo prazo, como a reforma do sistema financeiro internacional, cenários tecnológicos para 2020 e as possibilidades da medicina. Mas os desafios do presente continuarão dominando os debates, porque há insegurança mesmo sobre este semestre ou sobre as próximas semanas. O agravamento da crise brasileira, desde a segunda semana de janeiro, e os novos temores de uma desvalorização na China apenas tornaram o cenário mais escuro.
Até ontem à noite, em Davos, o nome do ministro Pedro Malan continuava na programação oficial do encontro. ‘‘Tanto quanto sei, ele participarᒒ, disse o fundador e presidente do Fórum, professor Klaus Schwab. Em Brasília, pelo menos até as 17 horas locais, ainda havia dúvida. Certa, mesmo, era a presença do chanceler Luiz Felipe Lampreia, já em Zurique no fim da tarde. O time brasileiro ainda incluiria empresários, como o presidente do Conselho da Sadia, Luiz Fernando Furlan.

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