Um dia depois de receber do FMI graduação com louvor em economia de mercado, o Brasil (e a América Latina em geral) foi reprovado pelo Banco Mundial no teste de equidade social. ‘‘Acho que, na América Latina, a diferença entre os mais ricos e os mais pobres é grande demais para a estabilidade social’’, disse James Wolfensohn.
Ele não citou especificamente o Brasil, mas um dos inúmeros documentos do Banco Mundial disponíveis em Praga mostra que o País tem a maior desigualdade na distribuição de renda, à frente apenas de Serra Leoa e República Centro-Africana, dois dos países mais miseráveis do planeta. Para Wolfensohn, o problema da América Latina não é de crescimento econômico, mas de distribuição do crescimento, que ‘‘está indo na direção errada’’.
Países como o Brasil, que não são considerados ‘pobres’ mas de ‘renda média’, poderão ser beneficiados por iniciativas destinadas ao combate à pobreza, ele disse.
A comitiva brasileira chegou ontem a Praga, liderada pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan. O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, o presidente do Banco do Brasil, Paolo Zaghen, e os diretores de Assuntos Internacionais do BC, Daniel Gleizer, e da Fazenda, Marcos Caramuru, integram o grupo.

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