Brasília - Dois dias antes do encontro dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Garcia Meza, da Bolívia, na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, os dois governos acertaram ontem o início do processo de construção de um pólo gás-químico na fronteira entre os países. Demandando investimentos de US$ 1,350 bilhão, o pólo vai consumir, a partir de 2010, 3 milhões de metros cúbicos de gás natural boliviano por dia para produção, principalmente, de polietileno, usado na fabricação de sacolas, embalagens, tubos e utensílios.
Ontem, representantes dos governos instituíram um comitê executivo binacional para traçar um cronograma de obras e decidir a localização do pólo. Segundo o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Maurício Tolmasquim, dentro de 20 dias esse comitê deverá estabelecer o cronograma de trabalho para instalação do pólo.
Na fase de construção, segundo ele, deverão ser criados de 5 mil a 6 mil empregos e, na operação, 400 empregos diretos e 2 mil indiretos. O comitê tratará também de questões jurídicas, de produtos, do preço do gás e de questões ambientais. A estimativa, segundo Tolmasquim, é de que o pólo possa entrar em operação em 2010.

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