Brasil e Bolívia consolidam hoje aliança energética Agência Estado De La Paz Bolívia e Brasil avançarão hoje na consolidação de uma aliança energética entre as duas nações. Os presidentes FHC e Hugo Banzer assinam em Brasília um convênio adicional sobre a expansão do fornecimento de gás natural boliviano ao Brasil, o que vem sendo considerado o cordão umbilical de suas crescentes relações econômicas. Os dois países baseiam sua política de integração bilateral em setores como energia, transportes e telecomunicações. ‘‘Existem claros sinais por parte do governo brasileiro de incentivar o consumo de gás boliviano, e essa determinação vem comprovar uma aliança estratégica de desenvolvimento comum e complementar’’, afirmou o ministro de Desenvolvimento Econômico da Bolívia, José Lupo. O documento que será assinado hoje estabelecerá um contrato para o fornecimento de 12 milhões de metros cúbicos diários adicionais de gás natural, com o que se pretende elevar a 20 milhões o volume de venda até o ano 2002 e a 30 milhões, a partir de 2004, segundo o vice-ministro de Energia da Bolívia, Carlos Contreras. Os dois países subscreveram em 1996 um contrato de compra e venda de 18 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. No entanto, a média diária da demanda nos últimos meses apenas superou os 2,3 milhões. Nos últimos anos, empresas do Brasil começaram a exercer crescente influência na economia boliviana, a ponto de, no final de 1991, após a privatização de duas importantes refinarias, a Petrobras passar a controlar a maior parte dos recursos hidrocarbônicos da Bolívia, em cujo extremo meridional fica uma das maiores reservas de gás natural da América do Sul. A Petrobrás reforçou seu posicionamento no país ao comprar, junto com a argentina Pérez Compac, de petróleo, as refinarias de Gualberto Villarroel, em Cochabamba (centro), e Guillermo Elder, de Santa Cruz (leste) no valor de US$ 102 milhões. Além das refinarias, compraram também os gasodutos que ligam os aeroportos de Viru Viru, em Santa Cruz, e Jorge Wilstermann, em Cochabamba, dois dos três com maior tráfego aéreo da Bolívia. As aquisições se somaram aos campos de gás de San Antonio e San Alberto, no departamento de Tarija, ao sul, perto da fronteira como Paraguai, onde foram descobertos poços cuja vazão é estimada em 8,8 trilhões de pés cúbicos, que representam mais de 50% das reservas de gás da Bolívia.

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