#Brasil é beneficiado#, diz Malan
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, classificou como correta a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, de reduzir sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual, para 4,5%. Não há dúvida de que essa medida é positiva para o Brasil e para todos os países que têm de se financiar no mercado internacional, analisou o ministro.
Sobre o fato de o Fed ter anunciado o corte antes de sua reunião de 15 de maio, Malan afirmou que isso não é sinal de que há problemas gravíssimos nos EUA, mas indicativo de que o Fed está atento e preparado para tomar as medidas que lhe pareçam necessárias para lidar com a situação da economia norte-americana.
Para o ministro, seria um exercício de pura especulação avaliar o motivo de o corte ter sido anunciado ontem, e não na reunião regular do Fed. Em 1998, no período que se seguiu à crise da moratória russa, eles (os EUA) reduziram três vezes seguidas, em um mês e meio, a taxa de juros. Não há nada de errado nesse tipo de corte, é uma necessidade da economia, avaliou o ministro.
O ministro da Fazenda tentou minimizar os possíveis efeitos da proposta do ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, para incluir o euro no sistema cambial argentino, fixando o peso ao dólar e à moeda européia . Como está escrito no projeto enviado ao Congresso argentino, isso só acontecerá quando o euro e o dólar atingirem uma paridade, o mesmo valor. Não é algo que ocorrerá amanhã, na próxima semana ou em dois meses, disse o ministro. Atualmente, US$ 1 é equivalente a 0,88 euro.
Não vejo motivo para todo esse nervosismo no mercado por causa da proposta do Cavallo, comentou Malan, em referência à alta do dólar no Brasil na segunda e terça-feira. Sobre a sugestão feita pelo ministro Cavallo em palestra em São Paulo para que o Brasil siga o modelo de conversibilidade em vigor na Argentina, Malan disse que nada será alterado. Não tenho os detalhes do que foi dito pelo Cavallo, mas o regime que temos é o regime que temos, afirmou o ministro brasileiro.





