Brasil e Argentina podem construir o 2º gasoduto
Brasil e Argentina podem
construir o 2º gasoduto
Rede de 3 mil kms atenderia Estados do Sul, além de São Paulo, Rio e Minas Gerais
Da Redação
DivulgaçãoEm estudoRepresentantes das distribuidoras de gás do Brasil e da Argentina assinam com o governo um acordo que avaliará a viabilidade de construir o segundo gasoduto do PaísUm grupo de distribuidoras argentinas e brasileiras de gás e os governos dos Estados do Sul e Sudeste devem concluir dentro de seis meses um estudo que dirá se o País tem ou não capacidade para importar gás natural da Argentina, através de gasoduto. O projeto foi oficializado ontem em uma solenidade no Palácio Iguaçu. Representantes de sete distribuidoras brasileiras e seis produtoras de gás da Argentina estiveram presentes.
O gasoduto, que entraria no Brasil pelos municípios de Barracão (Oeste do Paraná) ou Dionísio Cerqueira (Oeste de Santa Catarina), é considerado um projeto ambicioso, pois tem o mesmo porte do gasoduto da Bolívia. A canalização do gás da Argentina teria um custo estimado de US$ 1,5 bilhão, recursos que seriam obtidos em instituição financeira internacional. A extensão da rede seria de 3 mil quilômetros para atender os Estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. São Paulo seria o maior pólo consumidor, absorvendo metade do produto.
As reservas de gás da Argentina estão na região de Salta (Nordeste), de onde poderiam vir 36 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Um estudo feito pela Companhia Paranaense de Gás (Compagás) mostra que há um potencial de consumo de 34 milhões de metros cúbicos/dia, podendo chegar a 57 milhões.
A viabilidade do projeto só se viabiliza com as termoelétricas, apostam os idealizadores do projeto. Elas são as grandes consumidoras, afirmou o presidente da Compagás, Luis Roberto Bruel. É necessário ainda encontrar um agente financiador para o projeto.
O vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Pan American, Adriano Peres, disse que as fornecedoras argentinas estão prontas para abastecer o mercado brasileiro. Os produtores argentinos se comprometem a colocar esta fonte de energia natural, com qualidade e preço competitivo, afirmou Peres. A Pan Amercican é uma das produtoras de gás, além da Astra, Cia. General de Combustibles, Plusperol, Tecpetrol e YPF. As distribuidoras brasileiras que participam do projeto são a Sulgás (Rio Grande do Sul), SCGás (Santa Catarina), Comgás (São Paulo), RioGás (Rio de Janeiro), Gasmig (Minas Gerais) e Compagás (Paraná).





