Brasil e Argentina não resolvem impasse comercial
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Iuri Dantas <br> <br> Agência Estado 
Brasília - A reunião realizada ontem no Palácio Itamaraty entre os chanceleres do Brasil, Antonio Patriota, e Héctor Timerman, da Argentina, não chegou a conclusões concretas quanto a restrições comerciais entre os dois países. O debate envolveu principalmente as licenças não-automáticas e as declarações antecipadas juramentadas. Segundo os ministros, uma reunião de comissão de monitoramento bilateral de comércio deve ocorrer em junho. ''Com o objetivo de reduzir o deficit comercial da Argentina'', explicou Timerman.
''Consideramos que épocas de crises pedem uma correta administração de comércio. Nos parece que as medidas tomadas pelo Brasil não são barreiras aos produtos argentinos, mas uma continuação da política que a Argentina vem tomando há bastante tempo'', disse Timerman. ''A ideia desta reunião de trabalho do Comitê Técnico e Político é, evidentemente, ajudar a reduzir o deficit comercial que a Argentina tem com o Brasil'', afirmou o chanceler. Segundo Timerman, a Argentina tem capacidade de exportar US$ 2 bilhões em fármacos e pescado para o Brasil.
Conforme o ministro argentino, será resolvida ''nos próximos dias'' a questão da carne suína brasileira, que enfrenta cotas de importação na Argentina. Instantes depois, o secretário de Comércio da Argentina, Guillermo Moreno, afirmou que a questão das cotas seria resolvida ''naturalmente'' quando o Brasil passasse a comprar mais produtos argentinos, como cítricos, uvas e fármacos. ''A situação é sensível. Estamos de acordo, as duas delegações, de que é necessário incrementar o comércio entre Argentina e Brasil'', disse Moreno.


