Brasília - Brasil e Argentina caminham para superar o recorde histórico de comércio bilateral, obtido em 2008, quando as negociações entre os dois países ficaram pouco abaixo de US$ 31 bilhões. De acordo com o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, a movimentação de produtos entre os dois países subiu 60% neste ano ante 2009. Até o momento, o comércio bilateral já superou US$ 20 bilhões e a previsão é de que atinja US$ 33 bilhões ao fim do ano.
  ‘‘Estamos eliminando os entraves na relação de comércio com a Argentina. A prova disso é o aumento das negociações, que provavelmente ultrapassarão o recorde de 2008. Os dois países têm reclamações, mas trabalhamos para reduzir isso’’, afirmou Barral. Ele citou que só a eliminação da burocracia já representa ganho no comércio, usando como exemplo a relação com a Argentina.
  Segundo o secretário, os principais itens do comércio entre Brasil e Argentina são automóveis e autopeças, que representam 30% das negociações bilaterais. ‘‘O setor automotivo é um exemplo do que pode ocorrer de bom com a integração. O principal é que é necessária a estabilidade econômica para crescer o comércio’’, afirmou.
  Barral afirmou que o câmbio fortalecido é um componente que atrapalha as exportações, que ficam mais caras, além de estimular a importação. Ele citou ainda como dificuldades as deficiências de logística, que onera as exportações. ‘‘O país ficou 30 anos sem investir em infraestrutura’’, afirmou. Ele ainda citou a necessidade de alterações nas regras tributárias como uma necessidade para tornar a indústria mais competitiva.
  O secretário comentou ainda a criação de um fundo comum entre Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco de La Nación Argentina para financiar projetos conjuntos nos dois países. O fundo, que deve ficar pronto até o fim do ano, terá recursos da ordem de US$ 200 milhões.

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