Os ministérios da Agricultura do Brasil e a Argentina fecharam ontem um acordo de equivalência fitossanitária, segundo a assessoria do Ministério da Agricultura. Este acordo fixa bases gerais para compra e venda de produtos agrícolas entre os dois países. Para isto, os dois países terão de harmonizar suas regras. Segundo a assessoria, as normas conjuntas serão divulgadas paulatinamente na média de uma por mês.
O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, recebeu o apoio dos parceiros do Mercosul para, pelo menos, manter as atuais tarifas externas comuns (TEC) para os produtos do setor agropecuário subsidiados em seus países de origem. A intenção do ministro é discutir a elevação destas tarifas como forma de proteger o produto nacional. Entretanto, a simples manutenção da atual TEC já pode ser considerada uma vitória do governo brasileiro, já que a Argentina, o Uruguai e o Paraguai trouxeram à XIX Reunião do Conselho do Mercado Comum propostas para a redução da TEC àqueles produtos mais sensíveis que tiveram, em 1998, suas tarifas de importação elevadas em 3 pontos porcentuais.
Pratini de Moraes afirmou, durante a reunião do Conselho do Mercado Comum que, enquanto os Estados Unidos não sinalizarem a intenção de reduzir barreiras a produtos brasileiros como café solúvel, açúcar e suco de laranja, o Brasil não tem porque abrir seu mercado aos Estados Unidos.

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