Brasil e Argentina assinam acordo automotivo bilateral
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sexta-feira, 05 de julho de 2002
Agência Estado 
Buenos Aires Depois de idas e vindas, o Brasil e a Argentina decidiram assinar finalmente o acordo automotivo bilateral. Os dois países determinaram o prazo de 30 dias para definir uma metodologia de trabalho, que deverá incluir programas, prazos e a previsão da participação de todos os setores envolvidos, tanto público como privado, na cadeia produtiva do setor automobilístico.
Os dois governos decidiram que o Índice de Comércio Compensado (Flex) começará este ano com 2 pontos, chegando a 2,6 pontos em 2005. E, a partir de 2006, o comércio de veículos será totalmente liberado. Isto significa que neste ano, por exemplo, a Argentina poderá exportar dois veículos para o Brasil e importar um das montadoras brasileiras.
Em relação ao conteúdo local argentino, foi definido um índice porcentual de 20% este ano, que será mantido em 2003, caindo para 10% em 2004, 5% em 2005, ficando zerado em 2006. Com isso, a Argentina poderá utilizar autopeças fabricadas na sua indústria com estes porcentuais. E, a partir de 2006, a indústria argentina terá de usar componentes regionais.
Avanço O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, disse que a assinatura deste acordo representa um grande avanço nas relações destes dois países. ''Estamos resolvendo problemas do passado e nos preparando para o futuro'', afirmou.
O chanceler argentino Carlos Ruckauf agradeceu a participação do presidente Fernando Henrique Cardoso para a consecução deste acordo, e o chamou de 'o estadista da América Latina'. Segundo Ruckauf, o resultado do acordo com o Brasil permitirá à Argentina exportar este ano todos os veículos que produziu em 2001.


