Genebra - O Brasil conseguiu subir duas posições no ranking mundial de competitividade publicado pela entidade suíça IMD. A classificação de 2005, divulgada ontem, é uma das mais reconhecidas no mundo e apresenta a economia brasileira como a 51 mais competitiva, posição prejudicada em grande parte pelo custo do capital e pela ineficiência do governo. Já São Paulo aparece na 43 posição. Em 2004, o País ocupava a 53 posição e o Estado surgia no 47 lugar. Apesar da melhoria neste ano, o Brasil está longe de alcançar o 37º lugar que tinha em 2002.
Pelos cálculos do IMD, a economia dos Estados Unidos é a mais competitiva entre os 60 países e regiões avaliados. Em segundo lugar está Hong Kong, seguido por Cingapura. No caso do Brasil, a competitividade do País é praticamente metade da americana. Já o Chile passou a ser a 19 economia mais competitiva, superando Japão, Reino Unido, Alemanha e França. Os argentinos conseguiram subir uma posição no ranking entre 2004 e 2005, passando do penúltimo lugar para o antepenúltimo. Entre as 60 economias avaliadas, a pior é a da Venezuela.
Uma das surpresas do relatório é ainda a queda da China no ranking, passando da 24 para 31 posição, mesmo com o crescimento econômico alto. A queda reflete a desconfiança dos empresários sobre a sustentabilidade da expansão da China diante dos limites do sistema financeiro do país e da sua infra-estrutura.
Indicadores - O ranking é elaborado a partir de quatro indicadores: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infra-estrutura. Segundo o IMD, o País ocupa a 57 posição se apenas for considerado o indicador relativo à eficiência governamental, embora a política fiscal tenha sido elogiada. Apenas a Itália, Argentina e Venezuela contam com situações mais delicadas. Em 2002, o Brasil era o 40º colocado em termos de eficiência governamental.
O problema é que o Brasil, em 2005, apresentou os piores resultados em se tratando de leis relativas à criação de empresa e um dos desempenhos mais fracos no que se refere a aduanas, evasão fiscal, quadro institucional e burocracia. Mas um dos pontos mais críticos são as taxas de juros e o custo de capital como limitadores do desenvolvimento econômico do País. Segundo o estudo, se esses pontos fossem resolvidos, o Brasil passaria da 51 para a 41 posição.
O que fez o Brasil subir duas posições, portanto, foi seu desempenho econômico. Se esse indicador fosse levado em conta de forma isolada, o Brasil passaria da 53 para a 33 posição. Tendo apresentado um crescimento de mais de 5% em 2004, o País foi um dos destaques no que se refere ao fluxo de investimentos, criação de empregos e remuneração de administradores.

mockup