O Brasil ocupa apenas o 35º lugar no ranking dos países mais preparados do mundo para o e-business, segundo o instituto londrino Economist Intelligence Unit (EIU). Os Estados Unidos lideram o índice composto por 60 países, intitulado ‘‘e-business-readiness rankings’’, seguido pela Suécia, Finlândia, Noruega, Holanda, Reino Unido e Canadá. O Iraque é o lanterninha do ranking.
O estudo apresenta algumas surpresas, como por exemplo o Japão, que ocupa a 21ª posição; a Índia, a 50ª, e a China, a 51ª. Apesar do Reino Unido estar no sexto lugar, outros países da União Européia apresentam uma estrutura ainda incompleta. A Alemanha ocupa a 13ª posição, a França a 14ª e a Itália a 19ª. ‘‘Como essa hierarquia demonstra, o e-business precisa muito mais do que uma economia robusta para florescer’’, afirma a EIU. ‘‘A ‘conectividade’, ou o estágio atual da infra-estrutura de comunicações para lidar com o tráfico de Internet, é também um fator vital.’’
Segundo os organizadores do ranking, ele serve como uma referência sobre as condições que os principais mercados mundiais têm para a era do e-business. Países no topo da lista estão prontos para usufruir da nova economia de rede, enquanto os últimos terão que lutar para competir na era digital. ‘‘Empresas que pretendem aproveitar da promessa global da internet penetrando em novos mercados podem julgar pela posição do país no ranking o grau de facilidade que terão de enfrentar.’’
Para elaborar o ranking, a EIU levou em conta dois fatores: a situação geral da economia local e o grau de ‘‘conectividade’’. No primeiro critério, foram computados 70 diferentes indicadores, como a situação econômica, as perspectivas de estabilidade política, o grau de regulamentação no país, política fiscal e o grau de abertura para comércio e investimentos. O resultado apresenta as expectativas para o país para os próximos cinco anos.
No critério de ‘‘conectividade’’, a EIU não levou apenas em conta o atual estado da rede de telefonia mas também outros fatores que afetam o acesso à Internet, como o custo das ligações e o índice de analfabetismo.
No critério de situação econômica, o Brasil atingiu a marca de 6,37 e no que se refere ao de conectividade, o País obteve 5 pontos. Os Estados Unidos, por exemplo, receberam 8,69 e 9 pontos, respectivamente. Entre os países da América Latina, o Brasil foi superado no índice pelo Chile (23º), Argentina (26º) e México (35º).
Segundo a EIU, a Internet é um instrumento global, mas as condições locais ainda são importantes. ‘‘As condições locais abrangem não apenas a infra-estrutura e a tecnologia, mas também a cultura. Países de língua inglesa tendem a ter uma maior facilidade para entrar no e-business porque boa parte do conteúdo da Internet é em inglês.’’ O estudo aponta também que alguns grandes países, como a China, Indonésia, Índia e Rússia, ocupam uma posição inferior no ranking. ‘‘Isso não significa que não há oportunidades para se fazer e-business nesses lugares. Em mercados tão grandiosos, há uma abundância de ‘e-promessas’.
A EIU, no entanto, cita o caso da Índia, na 50ª posição, apesar de sua forte indústria de software. ‘‘Isso é resultado do atraso em algumas áreas, das falhas no setor de energia e da pobre infra-estrutura do sistema de telecomunicações no país’’, diz o estudo. ‘‘Por outro lado, pequenos países como Cingapura e Hong Kong podem ser líderes no e-business devido à sua sofisticada infra-estrutura.’’

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