A reunião dos 20 países mais importantes para a estabilidade da economia global, o G-20, vai dar ao Brasil a oportunidade para discutir em pé de igualdade com as grandes potências mundiais o sistema financeiro internacional.
Na segunda reunião ministerial do grupo, a partir de amanhã, no Canadá, todos os participantes se sentarão à mesa com os mesmos direitos. Integram o G-20 os seguintes países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, EUA, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia. Participam ainda o BCE (Banco Central Europeu), o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Bird (Banco Mundial).
Representarão o Brasil o ministro Pedro Malan (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga. A razão para a igualdade de poder – diferentemente do que acontece em organismos internacionais – é que o G-20 não toma nenhuma decisão.
O grupo analisará temas recorrentes: a necessidade de o setor privado arcar com parte do custo de uma crise e maneiras de garantir que a globalização beneficie também os países mais pobres. Na pauta, também estará o debate sobre a volatilidade e os altos preços do petróleo e sobre as perspectivas da economia norte-americana.
Segundo o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos Caramuru, a capacidade de influência desse fórum ainda é limitada. ‘‘É um grupo novo. Ainda precisa se firmar como um fórum importante.’’ Mas o G-20, que fez sua primeira reunião em Berlim, no ano passado, corre o risco de não ir adiante. E não seria a primeira vez que um grupo que reúne países desenvolvidos e em desenvolvimento teria vida curta. O primeiro encontro dessa natureza nasceu em 1997, após a crise asiática, com a criação do G-22. O grupo reuniu-se apenas uma vez.

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