O Brasil caminha para se tornar o segundo maior mercado mundial de refrigerantes nos próximos cinco anos. O consumo de refrigerantes no País aumentou 17,3%, em média, por ano entre 1992 e 1996, com a maior taxa registrada no biênio 94/95. No ano passado, as vendas de refrigerante totalizaram US$ 6,8 bilhões. O maior consumidor mundial de refrigerantes são os Estados Unidos.
A Coca-Cola liderou com 51% do total, seguida pela Antárctica (12%) e pela Brahma (10,1%). Apesar do crescimento, a taxa média de consumo por brasileiro, de 59 litros por ano até 1995, continua baixa quando comparada aos outros países da América Latina, diz Marla Marron, chefe do setor de bebidas e alimentos para região do ING Barings. ‘‘Embora a explosão de demanda verificada entre 92 e 96 já tenha desacelerado, o setor deve se beneficiar da estabilidade econômica e do aumento do poder de compra da população’’, afirma.
A expectativa é de que, neste ano, o setor se torne altamente competitivo no Brasil. O volume deve ficar estável em relação ao ano passado, ou até diminuir, mas a retomada vai acontecer em 1998, com crescimento estimado do PIB maior do que o de 1997, eleições e os jogos da Copa do Mundo na França.
Na avaliação de Marla, que acaba de concluir estudo sobre o setor, o mercado de bebidas na América Latina está passando por um processo de consolidação com a ação de empresas engarrafadoras bem capitalizadas. Essas empresas devem estimular a competição e reduzir o número de empresas menos eficientes.

mockup