Brasil deve reforçar exportações, diz ministro
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segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Agência Folha <br> Do Rio de Janeiro 
O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, disse ontem, durante a abertura da 35 Convenção da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que a crise internacional gerada pelos atentados terroristas nos Estados Unidos vai exigir do Brasil maior esforço para aumentar suas exportações. Para o ministro, a crise deverá restringir ainda mais o acesso brasileiro a capitais internacionais.
''Estamos em um processo de desaceleração. Os Estados Unidos à beira de uma recessão; a Europa vai crescer a metade do que cresceu no ano passado. Essa situação se agrava com a crise política (atentados), que é uma crise nova, sem precedentes'', disse Amaral.
Para o ministro, na atual conjuntura ''não há mais recursos abundantes para financiar déficit (nas contas externas do País)''. Em seguida, Amaral afirmou que ''só com exportações o País vai reduzir a dependência externa''.
Ele disse que o governo já havia tomado iniciativas para proteger a economia brasileira do quadro de incertezas internacional, citando como exemplo os US$ 15 bilhões obtidos por meio do acordo assinado em agosto com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Esse dinheiro, segundo o ministro, vai servir para ajudar o fechamento das contas de 2002. Segundo ele, os recursos para este ano já estão viabilizados. Amaral afirmou que o Brasil já é competitivo internacionalmente e que o País só não aumenta suas exportações ''por causa das barreiras impostas por alguns parceiros''. Ele não citou o nome de nenhum País.
Após dizer que o Brasil precisa aumentar o seu número de empresas exportadoras, o ministro sugeriu que os supermercados que têm lojas no Brasil e no exterior passem a atuar como agentes de divulgação dos produtos brasileiros, levando esses produtos para as prateleiras das suas lojas no exterior.
Segundo a Abras, atuam hoje no Brasil cinco redes internacionais de supermercados: Carrefour (França), Wal-Mart (EUA), Ahold (Holanda, dona da rede Bompreço), Jerônimo Martins (Portugal) e Sonae (Portugal). Há também o grupo francês Casino, dono de 30% da rede Pão de Açúcar.


