Jeddah - A produção brasileira de petróleo deve atingir 2,3 milhões de barris por dia em 2009, disse ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A declaração foi dada durante a conferência entre produtores e consumidores de petróleo realizada em Jeddah, na Arábia Saudita.
  ‘‘Nós planejamos produzir 2,3 milhões de barris por dia, atualmente são 1,8 milhão’’, afirmou Lobão. Ainda segundo o ministro, o Brasil considera ingressar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), desde que a produção nacional aumente. ‘‘Nós podemos entrar na Opep se produzirmos mais petróleo.’’ Para Lobão, o alto custo de produção é o responsável pelos níveis recordes do produto. ‘‘O preço do petróleo é determinado pelo custo da produção, e nesse momento ele é extremamente alto’’, apontou.
  O ministro aproveitou para defender uma das bandeiras do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os biocombustíveis. ‘‘A solução (para a crise) é aumentar a produção e aumentar a produção de biocombustíveis.’’ Na última segunda-feira, os preços do petróleo atingiram o valor recorde de US$ 139,89 o barril. Nos últimos dias houve uma queda, com o anúncio do aumento dos combustíveis na China e a expectativa de que a Arábia Saudita amplie sua produção.
  Tanto consumidores quanto produtores devem tomar medidas para lidar com a atual crise do petróleo. Entre as ações estão um maior investimento para ampliar a produção e uma melhor regulação sobre o mercado global de petróleo, de acordo com a declaração final de uma reunião de países produtores e consumidores, realizada em Jeddah, na Arábia Saudita, neste domingo. ‘‘A situação demanda um esforço concentrado de todas as partes, países produtores e consumidores’’, sustenta o texto, bastante semelhante a um rascunho vazado anteriormente. O documento lista uma série de pontos importantes para que ocorra maior estabilidade no mercado petrolífero, inclusive a necessidade de investimentos nos países produtores, para evitar problemas que impediram o desenvolvimento de novos campos.
  As reservas - quantidades armazenadas para uma eventual crise no suprimento - também diminuíram muito nos últimos anos. A declaração final da reunião cita também a importância dessas reservas para ‘‘a estabilidade do mercado global de petróleo’’.
  O rei Abdullah confirmou que a Arábia Saudita aumentará sua produção diária para 9,7 milhões de barris. O aumento, de 200 mil barris por dia, pode trazer algum alívio para os preços do setor energético.

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